sábado, 13 de dezembro de 2008

Hunger


É o filme que esperava ver há muito, muito tempo. O único murro seco no estômago que de bom grado levei. É sobre a vida de Bobby Sands, soldado temerário do IRA, mas também podia ser sobre a vida do guarda prisional que o espancava e depois se consumia em lágrimas, ou sobre o outro guarda que meditava antes de entrar no submundo negro e retorcido da prisão.
Corpos esfolados, celas pejadas de sujidade propositada, homens vestidos apenas pelo manto metafórico da sua causa.
Em hunger o bem e o mal diluem-se nas várias personagens, o herói é egoísta, ou talvez não...o vilão afinal é apenas um normal homem de família, ou talvez não... Porque tudo tem uma dose de relatividade.
O espectador é deixado sozinho num limbo angustiante. Muitas vezes é forçado a fechar os olhos e permanecer numa introspecção quase forçada pela dureza realista. Há, porém, a catarse, o oásis materializado pelo único diálogo do filme, longo, num único plano, mas estratégico e de uma simplicidade bela.
Os actores são aqui soberanos, exímios. Mas para quê esgotar as minhas palavras, tão fracas e incapazes de descrever um filme que.. só mesmo visto...

2 Vozes muito afinadas:

David Silva disse...

Também fui ver, adorei! Bjx

Osga disse...

Já me falaram bem deste movie.Tenho de ir ver :S