sábado, 31 de maio de 2008

Rock in rio



EU FUI!!!!




(mas não comento)

domingo, 25 de maio de 2008

E se eu berrasse mais alto?


Daria melhores resultados?

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Lição nº N ("N" vezes a repetir)



Realmente o mundo dá a volta em 24 Horas...tanto para o bem como para o mal!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Porque a MUDANÇA é saudável


O estaminé lavou a cara, fez um peeling e acordou remodelado!
Farta de tons "pesseguinho" e de odes a pin-ups, o nosso blog (não ouso dizer que é só meu quando vocês se dão ao trabalho de comentar) decidiu dar um refresh na estética e saiu esta obra.
O grafismo está mais "animadote" e a atirar para o festivaleiro.
Trouxe a moça aqui de cima para vos dar as boas vindas (os rapazes devem apreciar mais eu sei) !
Sintam-se em casa...como sempre!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Farewell rainy days



Ela: Como é que um dia tão escuro e nublado pode ter tanta luz?
Ele: Eu acho que ela emana de ti!...

Short Story : Para os optimistas

Foto de Annie Leibovitz

A Alice toda a vida teve um hábito. Um mais viciante que a força dominadora da nicotina e que lhe parecia tão natural como o impulso de roer as unhas. Ainda nem sequer tinha idade para saber coordenar as cores da roupa ou andar de bicicleta e já tinha este hábito.
A Alice sempre tentou mostrar que a sua vida é muito mais interessante do que realmente era...
Dizia, todos os dias, a quem perguntasse que estava "tudo bem", "tudo óptimo"! Mas não mentia, nunca inventou histórias faraónicas ou relatou acontecimentos fictícios, limitava-se a dourar o pouco que era positivo na sua vida. Agarrava os momentos de curta felicidade e eram esses que guardava para contar aos outros, a quem perguntasse. O resto era descartado, quem sabe desgravado pela memória, perdido acidentalmente pelos neurónios que morrem anualmente.
"Está tudo óptimo, tive uma semana em cheio, ajudei os meus pais a fazer as mudanças!"- Esta seria uma resposta possível, quando na realidade privada dela tinha sido uma semana difícil porque o pai saiu de casa, levando metade do espólio sentimental da ex família e deixando a mãe quebrada de dor. Era assim a Alice, sempre a pregar pela cartilha do positivismo. Não sabia se havia de chamar defeito a esta atitude, afinal não estava a cometer o pecado da mentira, apenas fechava os olhos à tristeza, mesmo que só ela soubesse que vivia fantasiando.
Na verdade, todos os amigos, mesmo os mais intímos, veneravam-na, adoravam a sua disposição vibrante, era raro vê-la em baixo e mesmo quando se rendia ao desânimo não perdia a capacidade de contar as famosas piadas tolas á la Alice. Quem não a conhecia bem admirava-a ao longe porque a Alice tinha um passo confiante, emanava simpatia do seu característico sorriso caloroso. "É fantástica", "Amorosa", colavam-lhe estes adjectivos espontaneamente. Devido ao hábito de mostrar uma vida mais interessante do que realmente era, a Alice sentia-se segura. Assim, mais ninguém conseguia ver o que via diariamente ao espelho quando tirava a maquilhagem antes de dormir. Mais ninguém sabia que ela chorava silenciosamente e esfregava compulsivamente as lágrimas do rosto enquanto trancada na casa de banho. Nunca saberiam que ela acreditava que a sua existência era miserável, e que já não aguentava arrastar-se pelos dias desamparados. Era impossível descobrirem que nos momentos de agonia profunda a Alice olhava para o frasco de comprimidos para o coração do pai como o ponto final salvador para uma vidinha insignificante como a dela. Não suportava a ideia de que alguma vez a considerassem medíocre, mediana, tinha de ser excelente. E enquanto ninguém, nem o gato, nem o pássaro na gaiola soubessem que o mundo privado de Alice era negro, ela sentia-se segura.

terça-feira, 13 de maio de 2008

EVA




Já saiu à rua a edição EVA da nova revista NContrast. É bimestral, gratuita, temática, polivalente e ambiciona destacar-se de todas as publicações culturais da praça. Eu acho que consegue! Olha para a cultura urbana de forma refrescante e sem ser copy cat.Vem, por isso, colmatar um vazio e alimentar um nicho sedento de informação cultural longe dos cinzentismos e pseudo-intelectualismos!
Mas eu sou suspeita...porque colaboro com ela....:)
A descobrir no próprio site : www.ncontrastcp.com
ou num museu, teatro, galeria, loja ou instituição cultural perto de si!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Mind mate

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Oh when, oh when!

Alguém sabe?... Alguém me diz?... Quando é que definitivamente, sem sombra de dúvida, completamente, derradeiramente, sem qualquer margem para erro, totalmente, decisivamente apareçe o SOL?????



(ou quando é que desapareçe esta nuvenzinha negra, irritante que me segue?)

domingo, 4 de maio de 2008

Mariana

O nome dela é Mariana mas durante a vida toda foi chamada de Quicas. Ela não se lembra porquê, mas crê que havia uma criança na família que não sabia dizer a palavra Mariana. Mistérios que estão escondidos pelos anos!
Maria-Rapaz de olhos verdes, nunca gostou da escola, nunca foi aluna brilhante, preferia correr da Ajuda até Alcântara sem parar porque pensava que podia levantar vôo. Em contrapartida era exímia em ginástica e sonhava superar a excelência técnica da Nadia Comaneci.
Quando os pais se mudaram para Algés e a levaram para a casa nova, chorou durante o dia inteiro com medo de nunca mais ver o Sr. da carrinha dos gelados ou as vizinhas que lhe davam rebuçados e "sombrinhas" de chocolate às escondidas da mãe!
Depois descobriu a praia perto de casa e passava lá horas com as amigas, agora já menos Maria-rapaz e cada vez mais preocupada com as modas, revistas e discos do Art Sulivan.
Quando entrou na faculdade não ia motivada e um ano mais tarde percebeu que a sua intuição estava certa e que nunca terminaria o curso. Isto porque conheceu um rapaz, um homem, aliás, dez anos mais velho, mas o Amor não escolhe idades, não é?!
Desistiu do curso para casar, a única rebeldia que os pais conservadores não admitiam à preciosa e protegida única filha. Mas a teimosia venceu-os por cansaço e casou na sua festa de sonho.
Um ano mais tarde, nasceu a filha e acredito que tenha sido aí que também surgiu a sua crença de que há mulheres que nascem para ser mães. Ela, sem dúvida!

Não lhe herdei os olhos verdes...É a pessoa mais importante da minha vida, a minha mãe, a Mariana!
FELIZ DIA DA MÃE!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Crónicas de uma queda anunciada


O estado de convalescença está a levar a melhor! Luto com ele, com armadura, munições e artilharia mas mesmo assim ele leva a vantagem estratégica sobre mim! Nem a minha atitude beligerante de soldado temerário me está a salvar! Mais de uma semana depois, com recaída incluída, e pareço a sombra de mim mesma. O balanço dos estragos? 4 quilos perdidos! Não será muito para alguns, mas tendo em conta que o meu peso normal e constante são 50 quilos, façam as vergonhosas contas de cabeça! Nunca estive tão parecida com alguém que acabou de ser resgatado de Auschwitz. A magreza excessiva fica-me mal e o pior é que não consigo abrir a boca e empurrar nutrição até ao estômago. Alguns dos meus órgãos internos andam revoltados sem razão,nomeadamente o estômago e a vesícula!

A minha avó, que nestes dias tem acumulado os títulos de avó, enfermeira e baby-sitter mete as mãos à cabeça sempre que me levanto da cama!" - Se caires partes um osso!" Brada ela enquanto segue os meus passos para se certificar se, efectivamente, não dou uma queda. E lá caminho eu, cambaleante, percorrendo as divisões da casa e a fingir que estou num belo passeio por Lisboa e que sou o meu old-self de 50 quilos.